Eles prometem deixar o hálito mais fresco e combater os principais problemas de saúde bucal: cárie, gengivite e placas bacterianas. Mas quais são os riscos que o uso indiscriminado do enxaguante bucal pode trazer para a saúde da sua boca?

No post de hoje, vamos falar sobre os cuidados com o uso do enxaguante bucal, quando ele é recomendado, quando deve ser evitado e quais problemas que o uso sem a orientação do dentista pode trazer. Confira!

O enxaguante bucal traz problemas para a saúde?

Quando utilizado de forma incorreta, sem o acompanhamento do dentista, o enxaguante bucal pode sim trazer uma série de problemas de saúde bucal. Veja, abaixo, alguns deles:

Mau hálito

Ironicamente, o uso excessivo de enxaguante bucal, em especial os que contenham álcool em sua formulação, pode causar um problema que o produto promete solucionar: o mau hálito.

O álcool resseca as mucosas da boca causando uma descamação que forma uma placa bacteriana na língua, conhecida como saburra lingual, responsável pelo mau odor.

Redução do paladar

O uso contínuo de enxaguantes bucais com álcool também inibe as funções das papilas gustativas, comprometendo o paladar.

Manchas nos dentes

Os enxaguantes bucais alteram o pH da saliva e deixam os dentes mais porosos devido à sua ação sobre o esmalte dos dentes. Com mais porosidades, os dentes ficam mais suscetíveis às manchas amarelas e acinzentadas causadas pela maior exposição da dentina e por alimentos pigmentados, como café e vinho, e pelos próprios corantes utilizados no produto.

Câncer de boca

Alguns estudos sugerem que o uso prolongado e indiscriminado do enxaguante bucal com álcool elevaria os riscos de desenvolver câncer de boca. Isso porque, em 90% dos casos, o tipo de câncer bucal de maior incidência está relacionado ao cigarro e ao álcool, além do vírus HPV.

O álcool presente nas formulações dos enxaguantes bucais atua como antibactericida e germicida. No entanto, o produto não faz distinção entre as bactérias necessárias à flora natural da boca e aquelas nocivas à saúde bucal.

Ao eliminar as bactérias boas, os enxaguantes abririam espaço para o maior crescimento das bactérias más resistentes, elevando os riscos de lesões cancerígenas.

É importante ressaltar, no entanto, que a justiça não julgou necessário que os enxaguantes trouxessem em seus rótulos um alerta sobre esse possível dano, devido à falta de estudos suficientes que comprovem a relação entre o álcool do produto e o câncer de boca.

O enxaguante bucal é indispensável para a higiene oral?

O que realmente vai garantir a saúde dos dentes e gengiva é uma boa limpeza mecânica, ou seja, o uso diário da escova e do fio dental. O enxaguante bucal não substitui essa limpeza básica, mas pode ser usado como complemento dela.

Com a devida orientação do dentista, os enxaguantes podem contribuir para clarear os dentes e tratar a sensibilidade.

Quais os cuidados ao usar enxaguante bucal?

O primeiro cuidado é falar com seu dentista. Ainda que sejam vendidos de forma livre, dependendo da dosagem e do tipo de compostos químicos, os enxaguantes podem atuar como remédio ou veneno.

Eles podem ser indicados como antissépticos para prevenir infecções em cirurgias dentárias ou tratar a gengivite, por exemplo. Mas também podem causar os danos que listamos acima.

Há algum enxaguante bucal que não compromete a saúde?

As formulações apenas com flúor são excelentes opções para prevenir a cárie e são mais seguras para uso diário que as feitas à base de clorexidina, que tem ação antisséptica.

Mas é importante lembrar que o uso por crianças deve ser sempre supervisionado por um adulto, pois a ingestão de flúor pode levar à fluorose, uma condição que causa manchas brancas nos dentes dos pequenos. Também é preciso usar um produto especialmente indicado para o público infantil.

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