A fase da adolescência é um momento de muita dúvida para qualquer pessoa. O corpo se transforma, as responsabilidades vão se multiplicando e a ansiedade naturalmente aparece. Todos querem ser aceitos, apresentar a melhor versão de si, porém nem sempre sabem que versão é essa.

Ao mesmo tempo que nessa fase há uma preocupação enorme quanto à estética e à apresentação pessoal, o que seria motivo de sobra para caprichar na higiene bucal, nem sempre é isso que acontece. A desatenção e até certa preguiça, características naturais desta fase, costumam falar mais alto, fazendo com que alguns problemas de saúde bucal na adolescência surjam.

Ficou interessado no assunto? Confira agora quais são eles e como tratá-los:

1. Placa bacteriana

A placa bacteriana é uma película pegajosa e incolor, que se forma ao redor dos dentes, formada por bactérias e restos alimentares. Por si só, ela não é necessariamente perigosa, afinal é algo natural do corpo. Porém, se a higiene bucal for negligenciada por algum tempo, ela pode acabar endurecendo e se transformando em tártaro.

Esse problema costuma aparecer na adolescência devido ao costume de comer frequentemente pequenos lanches, sem realizar a higienização correta após a alimentação.

De todo modo, o tratamento para esse mal, se descoberto logo no início, é simples: uma raspagem dos dentes já costuma ser suficiente.

2. Cárie

A cárie se transformou em um problema muito comum na infância, devido a uma dieta muito rica em carboidratos e doces, combinada com uma limpeza ineficiente — esse mau hábito tem sido transferido e mantido até a adolescência.

Os doces são alimentos que comprovadamente geram uma dose de felicidade em quem os come. Por este motivo, ainda que de maneira inconsciente, é muitas vezes usado como solução em momentos de ansiedade, que são muito comuns nessa fase da vida.

Entretanto, não há controle de saúde bucal que segure uma dose açucarada de chocolate, balas ou chicletes a cada hora. Assim, as cáries também são um problema comum nesse período da vida.

O tratamento para este problema vai depender principalmente da extensão dele. Se ainda estiver no início, é possível tratar com selantes. Se a cárie já tiver alcançado o esmalte dentário, então será necessário realizar uma restauração do dente. Já se o dano for muito profundo, pode ser necessário um tratamento de canal.

3. Halitose

A halitose é um problema que pode ter muitas causas, desde a falta de higienização até problemas mais sérios, como a gengivite. Um motivo comum para esse problema na adolescência é a boca seca, causada como efeito do uso de algum medicamento, por exemplo, remédios contra espinhas.

Para poder prescrever o melhor tratamento para este problema, primeiro é preciso descobrir o que o está causando. Contudo, na maioria das vezes, apenas uma melhora na higienização bucal já é suficiente para solucionar este problema.

4. Dentes desalinhados

Não é que esse problema seja mais comum na adolescência, a verdade é que esse é o momento em que ele costuma ser descoberto e até mesmo a hora em que ele passa a importar para o paciente.

Para poder, de fato, diagnosticar os dentes desalinhados, primeiro é preciso esperar que toda a dentição do paciente seja permanente, o que costuma acontecer próximo de quando ele está entrando na adolescência.

Outro ponto importante é que, mesmo que os dentes desalinhados já possam ser diagnosticados e percebidos anteriormente, costuma ser nesse período em que isso passa a importar para o paciente. Afinal, é na adolescência o momento em que a estética começa a ter um valor maior.

A melhor solução para isso é o uso de aparelhos transparentes. Desse modo, é possível tratar os seus dentes, mas de maneira discreta.

5. Problemas com o siso

Os terceiros molares costumam surgir no fim da adolescência, muitas das vezes trazendo com eles também alguns problemas. A história diz que esse dente acabou perdendo boa parte de sua função atualmente, devido ao tipo de dieta que requer menos esforço dos dentes, por serem mais cozidas e moles. Por isso, muitas pessoas nem chegam a ver a erupção dos seus sisos, ou, pelo menos, não de todos eles.

Ter ou não ter o siso, não costuma fazer muita diferença na prática habitual da mastigação, porém, muitas vezes a sua erupção causa problemas a boca, principalmente pela falta de espaço para este dente nascer.

Um siso que nasce sem o seu devido espaço pode acabar desconfigurando toda a arcada, desalinhando dentes e a mordida. Portanto, a principal maneira para resolver este problema é fazer um acompanhamento dos sisos, para descobrir se eles vão nascer ou não. E, se foram causar problemas, é preciso realizar a remoção o quanto antes.

6. Lesões por traumas

Adolescência também é uma época de muita agitação. Talvez não haja um período da vida em que se tenha mais energia. Sendo assim, seja pela prática de esportes ou apenas por descuido, as lesões por traumas costumam ser frequentes.

O tratamento, nestes casos, vai depender muito da extensão da lesão, se houve quebra ou remoção do dente por completo, entre outros fatores. O importante é sempre guardar o pedaço ou o dente que se soltou para a restauração.

7. Gengivite

A gengivite é o nome dado para a inflamação das gengivas. Ela ocorre como consequência da negligência com a placa bacteriana, que começa a produzir toxinas que irritam a mucosa da gengiva. O que, se não for tratada, pode evoluir para uma doença periodontal.

Os sintomas clássicos da gengivite é a vermelhidão das gengivas e uma sensibilidade na região, podendo sangrar durante a escovação.

Para que o seu paciente possa se prevenir desse mal, é preciso orientar que ele mantenha a higienização bucal em dia, com a escovação bem-feita e, principalmente, não se esquecer de passar o fio dental. Assim, ele vai se ver livre desses saúde bucal na adolescência!

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